You are currently browsing the monthly archive for maio 2011.
o horizonte
pariu uma lua
deu a luz
“Tudo que sobe desce e o que afronta isso é um grave paradoxo”
“Tudo que sobra um dia o meio cobra”
disse em poucas palavras
a fúria rastejante
ao dar um bote nos canapés
e pernas que sobraram
quando a floresta acabou
EXÍLIO
(Helena Kolody)
Que saudade, meu Deus, que implacável saudade
De integrar-me, outra vez, em Tua eternidade!
Inquieta, a alma cintila,
Qual pássaro de fogo
Em cárcere de argila.
Quer ser, de novo, um ponto inponderável
Em teu perfeito circulo de luz
…e o momento seguinte (o seguinte) é um cego apalpando a calçada com seu braço alongado, alcançando mais longe do que qualquer um pode alcançar com olhos que só cumprem a sua função.
Seu Antônimo foi sempre
o ânimo de um dia morno,
o halo de um diálogo
e a espera longa de um “até logo”
Foi sempre e sempre será
o encanto de um coral na areia
sempre será ou sereia
seresta aos que fringem a testa
atestando ou fingindo
o fim do mundo chegando
saga
que me sangra
um sangue
que me sagra
o poeta não tem honra em sua terra
e o soldado não tem sombra em uma guerra
o poeta só acerta quando erra
e ao soldado só é dado
errar o caminho de casa
para nunca mais voltar
a ser o mesmo ser humano


Comentários