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Estou sempre sonhando
Um ser estranho num tempo longínquo
Longos braços tentando alcançar as nuvens
Se não posso tirar os pés do chão
É bom alongar os braços, como faço
Se não posso alcançar as nuvens
É bom alongar os braços, como as nuvens fazem
Estendendo os braços sobre as cidades
Carregando chuvas que não conseguem segurar nas mãos
Eu vi uma nuvem em formato de pão de cada dia
Recorrente como lavar o rosto de manhã…
À notícia de revoltas e de dignações descontentes, escrevo meu parecer sobre os bancos. Banco é uma categoria volúvel em significação, variando de suporte do cansado e da bosta do passarinho à extorsão velada de até a última gota de suor da humanidade. Urge poupar os primeiros e desatar o nó que nos ata a esta bravata, que financia a compra do nosso terno de madeira, à sua maneira, e carrega a nossa dívida para a túmulo com tapinhas de sarcasmo em nossas costas, que se comove e chora reiteradamente a impossibilidade de lucrar ainda mais, enquanto vê a possibilidade logo ali, chorando seus mortos. Banca a liberdade que o homem tem de lucrar, desde que seja ele, o homem, e exalta a liberdade que os outros têm de serem escravos dele, nomeando “escravo” também, com outras significâncias como: funcionário, cliente ou amigo, ou mesmo, chamando aquele lugar, de nossa casa. Nos sentimos desconfortáveis em nossa casa como nos sentimos lá?


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