Não tem muita gente visitando meu blog e não conheço as “estratégias mirabolantes para aumentar as visitas”. Acho que fiz o blog meio como uma forma inconsciente de saber se as minhas poesias seriam lidas, algo como a paranóia inicial de ter mais amigos no orkut. Comecei a gostar das palavras de uma maneira desproposital como “jogar papo fora” com os amigos e esses amigos sabem quem são, ficar trocando os “dilhos” das palavras, aquela coisa que parece não servir pra nada, mas que serviu para aprofundar amizades, para aprender sobre o “riso frouxo”, para aprender a ouvir sobre física nuclear e o funcionamento de cada coisa. Coisas que serviram para não se envergonhar de ser mais um daqueles malabaristas de sinal (com uma mensagem). Essa semana escrevi:

a poesia não serve pra nada
e o nada é o que muitos
almejam fazer

Meio como um desabafo, que talvez a poesia não sirva mesmo pra nenhum desses “propósitos grandiosos” que vocês sabem nomear… Talvez sirva só para aproximar, para aprofundar amizades, para gerar frutos eternos e todas essas coisas que hoje em dia são nada… Para ficar rico é que ela não serve.

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