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“Tudo que sobe desce e o que afronta isso é um grave paradoxo”
“Tudo que sobra um dia o meio cobra”
disse em poucas palavras
a fúria rastejante 
ao dar um bote nos canapés 
e pernas que sobraram 

quando a floresta acabou

EXÍLIO
(Helena Kolody)

Que saudade, meu Deus, que implacável saudade
De integrar-me, outra vez, em Tua eternidade!

Inquieta, a alma cintila,
Qual pássaro de fogo
Em cárcere de argila.

Quer ser, de novo, um ponto inponderável
Em teu perfeito circulo de luz

…e o momento seguinte (o seguinte) é um cego apalpando a calçada com seu braço alongado, alcançando mais longe do que qualquer um pode alcançar com olhos que só cumprem a sua função.

saga
que me sangra
um sangue
que me sagra

o poeta não tem honra em sua terra
e o soldado não tem sombra em uma guerra
o poeta só acerta quando erra
e ao soldado só é dado
errar o caminho de casa
para nunca mais voltar
a ser o mesmo ser humano

Bons poetas cultivam o bigode

Helvio Henrique de Campos é formado em História, funcionário público e poeta (pura pretensão), residente na fria Guarapuava no Estado do Paraná. Ama e é amado por Emilie, sua linda esposa e resolveu publicar suas idéias poéticas...

Premiado com a bolsa Funarte de criação literária/2009.

Comentários

helviocampos em
ovictorpereira em
Paulo em
Neusa Maria de Azeve… em à Emilie
Julio em Revista Continnum

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