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Estou sempre sonhando
Um ser estranho num tempo longínquo
Longos braços tentando alcançar as nuvens
Se não posso tirar os pés do chão
É bom alongar os braços, como faço
Se não posso alcançar as nuvens
É bom alongar os braços, como as nuvens fazem
Estendendo os braços sobre as cidades
Carregando chuvas que não conseguem segurar nas mãos
Eu vi uma nuvem em formato de pão de cada dia
Recorrente como lavar o rosto de manhã…

À notícia de revoltas e de dignações descontentes, escrevo meu parecer sobre os bancos. Banco é uma categoria volúvel em significação, variando de suporte do cansado e da bosta do passarinho à extorsão velada de até a última gota de suor da humanidade. Urge poupar os primeiros e desatar o nó que nos ata a esta bravata, que financia a compra do nosso terno de madeira, à sua maneira, e carrega a nossa dívida para a túmulo com tapinhas de sarcasmo em nossas costas, que se comove e chora reiteradamente a impossibilidade de lucrar ainda mais, enquanto vê a possibilidade logo ali, chorando seus mortos. Banca a liberdade que o homem tem de lucrar, desde que seja ele, o homem, e exalta a liberdade que os outros têm de serem escravos dele, nomeando “escravo” também, com outras significâncias como: funcionário, cliente ou amigo, ou mesmo, chamando aquele lugar, de nossa casa. Nos sentimos desconfortáveis em nossa casa como nos sentimos lá?

Falam que meia é só metade
Mas meia é uma palavra inteira
E metade, todo mundo sabe, também

Falam que longe é só saudade
Mas longe é perto pra quem ama
e perto, é longe, pra quem quer que seja 

“Tudo que sobe desce e o que afronta isso é um grave paradoxo”
“Tudo que sobra um dia o meio cobra”
disse em poucas palavras
a fúria rastejante 
ao dar um bote nos canapés 
e pernas que sobraram 

quando a floresta acabou

saga
que me sangra
um sangue
que me sagra

o poeta não tem honra em sua terra
e o soldado não tem sombra em uma guerra
o poeta só acerta quando erra
e ao soldado só é dado
errar o caminho de casa
para nunca mais voltar
a ser o mesmo ser humano

Um longo sorriso
e um andar trôpego mas feliz

Trafego pelos mesmos caminhos
dos seres mais belos da existência
em minhas crises existenciais

Dois poemas na versão online da Revista Continuum do Instituto Itaú Cultural http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2720&cd_materia=1430

Pensaventos
balançaram a minha cabeça
tive uma tarde de árvore no descampado
tive um Agosto de Campos

Bons poetas cultivam o bigode

Helvio Henrique de Campos é formado em História, funcionário público e poeta (pura pretensão), residente na fria Guarapuava no Estado do Paraná. Ama e é amado por Emilie, sua linda esposa e resolveu publicar suas idéias poéticas...

Premiado com a bolsa Funarte de criação literária/2009.

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ovictorpereira em
Paulo em
Neusa Maria de Azeve… em à Emilie
Julio em Revista Continnum

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